Falando de Estilo Tears For Fears – Como envelhecer com Estilo

A Consultoria de Imagem é uma fotografia do visual do momento!

No decorrer dos anos vamos mudando o visual de acordo com o amadurecimento da idade e das circunstâncias da vida.

Aproveitando o aniversário de lançamento dos maiores sucessos da banda Tear For Fears, em uma linha do tempo com mais de três décadas, desde a formação dos integrantes, o estilo de vestir vem mudando e revelando o comportamento de cada geração!

Hoje as décadas de 80, 90 e recentemente início de 2000, tem sido fonte de inspiração para muitos estilistas, tornando-se referência de estilo  e comportamento de grandes marcas.

Um rápido resumo sobre a história da banda

Tears for Fears é uma famosa dupla britânica de gênero synthpop/new wave criada em 1981 pelos músicos Roland Orzabal (vocalista e guitarrista) e Curt Smith (vocalista e baixista). Ambos são britânicos e amigos desde adolescentes.

Roland teve uma infância um tanto conturbada com o pai. Na adolescência, após fracasso da primeira banda, passou a frequentar uma terapia com base no Grito Primal, do psicanalista americano Arthur Janov. O método leva o paciente a reviver e exprimir os sentimentos que podem ter sido oprimidos no passado. A Terapia Primal deu origem ao nome do grupo que viria logo em seguida –”Trocar Medos Por Lágrimas”. Janov foi o inventor da “terapia primal”, um tratamento que encoraja o paciente a explorar seus próprios traumas da infância, senti-los novamente e depois expressar essa dor suprimida. A forma de libertar essa angústia acontece, literalmente, pelo “grito primal”. Os membros do Tears for Fears sentiram que seus pais, nas palavras do hit “Pale Shelter”, não lhe deram amor. Em vez disso, foi-lhes dado um “abrigo pálido”.

Os dois tinham bons motivos para se sentirem assim. “Viemos de lares destruídos. Nós dois fomos criados apenas pelas mães, mais ou menos”, disse Smith. Eles se conheceram aos treze anos, quando Orzabal ouviu Smith cantando uma música do Blue Öyster Cult e ficou impressionado o suficiente para sugerir que fizessem uma pequena colaboração juntos.

“Nós éramos moleques seguindo tendências, e as tendências naqueles dias eram muito poderosas”, recorda Orzabal, contando que, de mods, começaram a se vestir de preto e criar um caso de amor com baterias eletrônicas.

Tendência anos 80: calça cintura alta com cinto duas voltas, jaqueta jeans, camiseta e jeans black.

            No ano de 1981, Roland e Curt conheceram Manny Elias e Ian Stanley, baterista e tecladista, respectivamente. Nasceu, então, o Tears for Fears. A banda alcançou grande destaque no cenário musical por juntar som eletrônico com rock, fazendo excelente uso de teclados e sintetizadores.

            Em 1983, os músicos gravaram o primeiro disco, chamado The Hurting. Para Smith, compor o The Hurting “ foi realmente um jeito de sair do nosso sistema”, foi pegar os sentimentos de abandono, rejeição e raiva, e transformá-los em algo ativo. Esse é um disco para qualquer um que já se sentiu preso por suas emoções e pelo desespero que existe quando você não pode escapar de certas lembranças, sejam elas derivadas de suas memórias da infância ou não. Três canções do álbum conquistaram o Top 10 das paradas britânicas: “Mad World”, “Change” e “Pale Shelter”. Na faixa “Idea As Opiates”, é possível notar a grande influência do psicanalista Janov.

            Maior sucesso ainda veio dois anos depois, em 1985, com o álbum intitulado Songs From the Big Chair. A banda vendeu mais de dez milhões de cópias e os sucessos “Everybody Wants to Rule The World” e “Shout” ficaram no primeiro lugar entre as mais tocadas nos Estados Unidos. Em 1987, Tears for Fears tornou-se uma dupla, formada apenas por Roland e Curt.

            Conseguindo superar o triunfo do LP anterior, em 1989 foi lançado o disco Seeds of Love, preferido dos fãs. Nele estão os hits “Sowing the Seeds of Love”, “Advice for the Young at Heart” e “Woman in Chains”. Os holofotes foram tantos que fizeram com que Curt Smith não suportasse a pressão e saísse da dupla, em 1990.

            Sozinho, Roland Orzabal seguiu carreira solo ainda usando o nome Tears for Fears e lançou os álbuns Elemental, em 1993, Raoul and the Kings of Spain, em 1995 e Saturnine Martial & Lunatic, em 1996. Nenhum dos três discos, contudo, foi tão notado quanto os anteriores.

Roland Orzabal em carreira solo.

            No ano 2000, Smith voltou a trabalhar com Orzabal, divulgando, em 2004, o disco Everybody Loves a Happy Ending – tendo como primeira faixa a canção que leva o mesmo título do álbum.

Trinta anos depois e ainda é algo que a banda passa ao fazer performances ao vivo. “Às vezes, quando você está cantando alguma dessas músicas, você se obriga a mudar os arranjos, porque você não se sente mais da mesma forma”, disse Smith.

Atualmente, o processo de criação das músicas é muito menos carregado para Orzabal. “As memórias desaparecem, mas as cicatrizes ainda permanecem”, disse Smith das músicas cantadas. Bem, as memórias são boas agora. Ambos são pais e eles também parecem felizes, livres dos traumas expostos no The Hurting. Os dois acreditam que agora, ao contrário do que Janov pensava, a personalidade faz parte de uma grande extensão determinada pela natureza e que é possível seguir em frente depois de uma infância difícil. Como o Orzabal coloca, “coisas como depressão e raiva são muito naturais. É só uma questão de saber colocá-las em contexto”.

Infelizmente o último show deles foi em 2019! Mas estamos ansiosos aguardando.. E que venham novos shows!

Uma breve Análise de Estilo de Roland Orzobal da banda Tears For Fears.

“Raoul” Jaime Orzabal de la Quintana, descendente de ingleses (por parte da mãe) e de argentinos e espanhóis (por parte de pai argentino de Buenos Aires) é co-fundador da banda, principal vocalista, compositor e produtor musical, embora também tenha obtido sucesso como produtor de outros artistas. Orzabal é considerado pela mídia internacional e por vários artistas de renome mundial como um dos maiores músicos de toda a história do Reino Unido.

Para entender um pouco sobre o processo criativo desse músico, a história da sua infância foi um tanto conturbada. Enquanto Roland tinha três anos, George Orzabal decidiu abrir uma agência de entretenimento fora de casa com a mãe de Roland, que era uma dançarina. Nós tínhamos todas as espécies de pessoas dentro da nossa casa o tempo todo. Cuspidores de fogo, contorcionistas, o logro, acrobatas e muitos músicos. Especialmente guitarristas, os quais me influenciaram a tocar.” Quando Roland tinha mais ou menos 9 anos, recebeu uma guitarra de um mestre músico. Os pais de Roland tinham um relacionamento tumultuoso, e o cenário de brigas seguido de violência era um periódico tema na casa dos Orzabal, de acordo com Roland. Por vezes, o temperamento explosivo de George Orzabal era direcionado a seus filhos. Nesse mesmo ano, sua mãe tendo conseguido dinheiro suficiente, criou coragem para deixar o marido. Margaret e seus três filhos partiram no meio da noite, para o alívio do jovem Roland. As experiências da infância de Roland seriam refletidas em suas músicas por anos. Com esse histórico, Orzabal sofria de depressão. Fazia terapia na adolescência. A música foi sua catarse para expressar suas angústias: “Quando eu era um garoto, escrever era algo extremamente pessoal, e agora já não é mais”, diz ele. Nunca nada é suficiente ou suficientemente bom para ele. “Para criar, tenho que destruir”, diz.

Foi da dor que saíram todos os álbuns da banda — da infância (“The Hurting”), da procura do sucesso (“Songs”), da sua destruição (“Seeds”), da separação (“Elemental”) e do casamento (“Raoul”) — mas desta feita, da dor resultou um arco-íris.

Mostra que toda aquela amargura ficou para trás. O que infelizmente não aconteceu. Novamente outro baque acabou abalando o Roland, o falecimento da sua esposa em 2017. Apesar da sua dor, ele voltou a se apresentar poucos meses depois em turnês que já estavam agendadas. Aos poucos se recuperando, a vida o surpreende com um novo amor.

Roland usou os cabelos crespos cacheados na maior parte da sua vida. Tingiu os cabelos até por volta dos 57 anos (2018). Em 2019 em diante, resolveu se libertar da imagem de quando era jovem e resolveu deixar os brancos aparentes. O resultado foi um cabelo mais displicentemente arrumado, liso, com corte médio, fios mesclados e barba rente. Resultado: ele ganhou uma imagem moderna, mais jovial e muito charmosa!

Dicas e sugestões para quem está nessa fase:

– Caso você esteja usando algum tipo de tintura para desfarçar os cabelos brancos, procure mesclar os fios brancos com os originais com mechas “contrárias” (vale também para sobrancelhas!). Evite tingir com tinturas que deixam os brancos amarelados! Veja o vídeo que eu compartilhei no meu feed do Instagram sobre uma mudança no visual masculina. Excelente exemplo de cabelo masculino de corte médio com mechas naturalmente claras! ( clique no link aqui ao lado ou embaixo: @angelycalaporta )

– O uso de barba (independente de estar branca ou não) pode redesenhar os contornos do rosto e dar um charme no visual. Mas deve ser muito bem pensada, caso contrário pode deixar sua imagem cansada ou desleixada.

– Caso os cabelos brancos sejam maioria, um bom corte pode dar um charme especial, modernizando e até rejuvenescendo o seu visual! Para isso o ideal é a assessoria de imagem para analisar a melhor escolha!

Uma breve Análise de Estilo de Curt Smith da banda Tears For Fears.

Curt Smith passou a usar os cabelos com gel desde os anos 90. A partir dos anos 2000, ele mudou a cor dos cabelos, descolorindo os mesmos. Usou um corte bem rente, com franja curta, como era usado na época. Um tempo depois, passou a adotar as laterais e nuca raspadas, deixando a mostra seus fios brancos. Ficou com um visual moderno, bem prático e super charmoso! Ele não é adepto do uso da barba.

Dicas e sugestões para quem está nessa fase: 

– Quando os fios brancos passam a ser maioria, um bom corte pode dar um charme especial, modernizando e até rejuvenescendo o seu visual! O ideal é cortar bem rente com um leve topete para não achatar a testa. Claro que depende do tipo cabelo, quantidade e formato de rosto. Para isso o ideal é a assessoria de imagem para analisar a melhor escolha!

Estilo é algo que não se pode imitar, cada um tem o seu conjunto de identidade visual, assim com sua personalidade. Você pode se inspirar em seus ídolos e construir seu próprio Estilo.

Se precisar, é só chamar que será um prazer em te assessorar!

Angélyca La Porta – Consultora de Imagem e Estilo.


História da banda:

Fonte 1: http://m.tearsforfearsbrasil.webnode.com/historia/

Fonte 2:

http://rapsodia-boemia.blogspot.com/2016/08/roland-orzabal-o-genio-esquecido-da.html?m=1

Fonte 3: https://www.antena1.com.br/artistas/tears-for-fears

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